terça-feira, 16 de agosto de 2011

Filme:: "Capitão América - O Primeiro Vingador"

Uma coisa me deixa preocupada cada vez que saio de um filme produzido pela Marvel Studios: a qualidade das produções está decaindo filme a filme. Para exemplificar, segue meu ranking de filmes da Marvel:
Homem de Ferro, Homem de Fero 2, Capitão América, Thor e O Incrível Hulk


Claro que essa é apenas uma percepção pessoal, mas veja que, com exceção de O Incrível Hulk que achei um filme fraco logo de cara, os filmes foram decaindo praticamente na ordem de lançamento. Talvez por não se preocuparem tanto em servir de elo para o longa dos Vingadores, ou graças ao carisma fenomenal de Robert Downey Junior, os dois Homem de Ferro são disparados os melhores filmes do estúdio. Vale sempre lembrar que essa lista conta apenas com os filmes produzidos pela Marvel Studios. A franquia X-Men, Wolverine, Demolidor, Homem Aranha e O Quarteto Fantástico são produções de outros estúdios, que compraram os direitos junto a Marvel.


Capitão América é um super-herói criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1941. Publicado pela Marvel Comics, nesse filme feito para o Sentinela da Liberdade saiu neste ano de 2011, quando completa 70 anos.

A informação é mais relevante do que parece, já que finalmente o Universo Marvel nas telonas pode ficar livre da necessidade crescente de amarrar suas mitologias, algo que recentemente tem parado a história que está sendo contada para fazer teasers e mais teasers do que vem a seguir.
Aos olhos de fã, a iniciativa era ótima, mas quando analisada em retrospecto, fica claro que a Marvel começou a pesar a mão nessa amarração em detrimento da narrativa isolada. O que começou como inserções divertidas ao final dos filmes, recompensas aos leitores de longa data, acabou tomando o palco principal - o que só agrada totalmente a quem entende o cinema como plataforma de franquias.

Equilibrando a balança está Chris Evans, que viveu o Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico, e realiza aqui seu melhor trabalho. Deixa de lado a canastrice e abraça a oportunidade de viver o ícone da Marvel. A tecnologia de O Curioso Caso de Benjamin Button, que deixou o ator franzino para o papel, é irretocável - e mesmo depois que o personagem passa por seu aprimoramento físico, com o soro do Supersoldado, é o Steve Rogers corajoso e humilde que continuamos acompanhando. Não há um vislumbre sequer da sobrancelha caricata e o sorriso de canto de boca que Evans encontrou para viver seus personagens anteriormente. Seu trabalho é especialmente apreciado na excelente sequência dos Bônus de Guerra, em que o herói é usado como garoto-propaganda para financiar a participação dos EUA no conflito.
O bom elenco também conta com Stanley Tucci, que dá ao Dr. Abraham Erskine um carisma inexistente nos quadrinhos, e Tommy Lee Jones, cujo General Chester Phillips é responsável pelos pouquíssimos - e muito bem colocados - alívios cômicos

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