Blu é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda, com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio entra na vida de ambos. O ornitólogo diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade. Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada. Batendo de frente com Blu logo que o conhece, quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro. Entretanto, o Rio de Janeiro não é apenas retratado através de suas belezas naturais, mas especialmente em sua essência. A cidade é personagem do filme e aparece descrita em detalhes bem familiares a quem a conhece bem. Seja através da lata de lixo na cor laranja ou na ciclovia que percorre a orla de Copacabana até características típicas do povo brasileiro, como a paixão pelo futebol. O clima de bagunça organizada, ampliado pela história se passar em pleno Carnaval, é também conhecido. O Rio de Janeiro é assim, cidade e morro unidos pela informalidade. Em atitude e também na moral.
Moral esta que permite que um garoto ajude no sequestro de Blu e Jade, a última fêmea da espécie. Um ato recriminado, mas logo justificado. Reflexo da caótica desigualdade social brasileira, que faz com que um adolescente tenha que realizar este tipo de serviço para sobreviver. É claro que, diante deste histórico, ele se redime logo em seguida. Entretanto, não é este desenrolar o ponto principal mas o fato de que mesmo o lado negativo não foi escondido. O diretor Carlos Saldanha exalta o Rio de Janeiro em sua beleza e simpatia, mas deixa bem visíveis as favelas, a comercialização de animais silvestres e o roubo a turistas. É claro que tudo apresentado com bom humor e leveza, afinal de contas Rio é uma animação voltada também para o público infantil.
Rio é um filme deslumbrante. Pela riqueza dos cenários, pelo capricho em uma animação de alta qualidade, pelos personagens cativantes, pelas músicas envolventes e por uma série de situações muito divertidas. Fora o encanto causado por ver, tão bem representado, algo próximo à realidade carioca. Palmas para Carlos Saldanha. Mais do que fazer um bom filme, ele conseguiu captar a essência do que é o Rio de Janeiro em pleno Carnaval e apresentá-lo em um filme feito, em grande parte, por americanos. Não é pouco. Excelente.
Moral esta que permite que um garoto ajude no sequestro de Blu e Jade, a última fêmea da espécie. Um ato recriminado, mas logo justificado. Reflexo da caótica desigualdade social brasileira, que faz com que um adolescente tenha que realizar este tipo de serviço para sobreviver. É claro que, diante deste histórico, ele se redime logo em seguida. Entretanto, não é este desenrolar o ponto principal mas o fato de que mesmo o lado negativo não foi escondido. O diretor Carlos Saldanha exalta o Rio de Janeiro em sua beleza e simpatia, mas deixa bem visíveis as favelas, a comercialização de animais silvestres e o roubo a turistas. É claro que tudo apresentado com bom humor e leveza, afinal de contas Rio é uma animação voltada também para o público infantil.
Outro ponto positivo é a escalação de seu elenco de dubladores, em especial Jesse Eisenberg. Escolha precisa, pelo tom de voz inseguro necessário ao personagem, e também a ótima escolha de Anne Hathaway como Jade, par de Blu, pois a voz dela é linda e combina muito bem com Jade. E Leslie Mann como Linda, a melhor amiga e dona dele Jamie Foxx também brilha como um pássaro cheio de gingado, assim como Rodrigo Santoro, que compõe o ornitólogo Túlio com um ar bastante cartunesco, repleto de exageros típicos de um personagem empolgado e, ao mesmo tempo, atrapalhado. O elenco também brilha nas canções, todas bastante divertidas e seguindo o estilo Disney, no sentido de torná-las um grande acontecimento dentro da história. O solo de Nigel, dublado por Jemaine Clement, é o melhor exemplo. Entretanto, a melhor canção é a que conta com o assobio de Nico, dando um charme típico da boa música popular brasileira.
Rio é um filme deslumbrante. Pela riqueza dos cenários, pelo capricho em uma animação de alta qualidade, pelos personagens cativantes, pelas músicas envolventes e por uma série de situações muito divertidas. Fora o encanto causado por ver, tão bem representado, algo próximo à realidade carioca. Palmas para Carlos Saldanha. Mais do que fazer um bom filme, ele conseguiu captar a essência do que é o Rio de Janeiro em pleno Carnaval e apresentá-lo em um filme feito, em grande parte, por americanos. Não é pouco. Excelente.
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